11.1.18

O meu bairro é o mundo

Ora aqui está um livro sem idade. Simples, direto, conciso, incisivo, certeiro e que põe o dedo na ferida — e mesmo bonito!

O Carlos Alberto é insatisfeito. E é certo que o mundo só progride com um certo grau de insatisfação. Ou desacomodação, se preferirem. É imperativo que passemos isso às gerações futuras, às crianças;

que é preciso querer mais e melhor, que devemos querer ver o mundo para o transformar (para melhor), que o trio dos pês — pouco, pequeno, possível — é muito útil para começar, que sim, cada um pode mudar uma pedra à sua escala e que juntos, podemos mover montanhas.

É um livro bom para abrir o ano: não esquecer de nos mantermos sempre inquietos, mas ao mesmo tempo lembrarmo-nos de ser agradecidos pelo que está à nossa volta e o que nos acontece. É que a galinha do vizinho é sempre melhor do que a minha, claro, mas a minha é maravilhosa.

E que este ano não estejamos distraídos a ponto de deixar a vida passar por nós e pelos nossos miúdos. A vida é uma aventura. Não sejamos Carlos Albertos.

Como diz na dedicatória no início do livro: ele é uma seca.
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Nunca se passa nada no meu bairro
Bruaá, 2017
Ellen Raskin
isbn 9789898166357

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