1.8.16

silly season: 21 reposts

Dizem que começa hoje oficialmente a silly season. Discordo em absoluto: se há altura em que lemos mais do que em todo do resto do ano, é esta.

Numa semana acabei com metade do monte que ia ganhando pó ao lado da cama em Lisboa. E não sou só eu: o B, no seu ritmo imparável e já de férias há um mês e meio, só nesta semana deu cabo de 4 Maigrets (com as magníficas capas de José Cândido), O Vingador, As histórias de Babar, O homem que plantava árvores, Os contos de Andersen, um de Os cinco, O Japão explica-se, Prec ll, Guia de Restaurantes 2013, mais uns outros de saber enciclopédico que vai espalhando pela casa e segue agora para O raio verde; o que vale é que a biblioteca da quinta começa a ganhar forma nas mãos da Avó.

o T acabou O Príncipe e o pobre e quer continuar para o Huckleberry Finn, mas entretanto passa pelo Momo. Ao R lemos à noite mas também à sesta, que tem dormido nas horas de calor. As histórias de Babar foram um êxito, mas também o Quando Teodoro encolheu e claro, Os lápis!
Além disto, vão comprar A Bola,

mais o caderno dA Bola e até o R já vai decifrando a primeira página do jornal.
 
Na "hora do inglês" o B lê um sozinho (agradecemos os paperback britânicos que nos permitem carregar sem grande esforço um monte de livros) e eu leio alto um outro aos dois mais novos; o T traduz.
 
O dia dá ainda para banhos no tanque gelado,

basquete e futebol à séria, um episódio de Tintin ao lanche, um jogo de família à noite (temos variado entre o Máfia de Cuba, o Dixit e o Katamino), uns desenhos,

desafios

ou fichas de crescidos.
 
 Eu trabalho nas minhas costuras

e em lembranças para o Natal.

Pois bem, não é a silly season, então, mas decidi desligar o computador. As maravilhas da tecnologia permitem-me mesmo assim deixar, para quem quiser vir espreitar, um repost por cada dia útil do mês de agosto. São 21 postais do primeiro ano da prateleira que resolvi repescar: ou porque são livros sobre os quais me continua a apetecer escrever, ou porque finalmente estão editados em português (quando assim é assinalei bem visível!), ou porque ainda não estão editados em português e deviam estar, ou porque são jogos que continuamos a gostar de jogar ou porque são rituais que connosco funcionaram. Todos os dias úteis, ao meio-dia, chegará um postal dos anos idos de 2009/2010. Se quiserem espreitar os comentários (houve um tempo antes dos likes onde se faziam comentários), basta irem à data original que está no título. Foi aí onde me simpaticamente me ensinaram, por exemplo, que às guardas se chamam guardas.

O FB e o Instagram ficam em estivação ("também conhecida como 'a dormência', é um comportamento de certas espécies quando frente a determinadas adversidades ambientais", in Dicionário da Porto Editora).

Tenho muitas ideias para esta prateleira voltar a falar de jogos, por exemplo. Outra é arranjar maneira de fazer mais postais sobre livros da prateleira-um-bocadinho-menos-de baixo. Como vão perdendo ilustrações, perdem também o seu lugar aqui, mas agrada-me que este lugar possa vir a crescer como os miúdos crescem, chegando às prateleiras mais de cima. Afinal, já cá andamos há sete anos e há quem nos acompanhe há todo esse tempo, com miúdos também a crescer por aí. Este postal já vai cheio de links para dar uma ajuda na mala das férias deles. É que a chamada idade do armário também tem prateleiras maravilhosas para encher.

Vamos a isso?

3 comentários :

  1. Sara, não me atrevo a sugerir livros, mas aconselhamos vivamente o Hive (versão pocket) para alternar com os outros jogos; descobrimos há uns meses - é xadrez com bichos, para simplificar muito - a pequena adora e é implacável nas suas estratégias.

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    1. Obrigada pela dica, Paola! Ofereceram-nos o Hive e já o jogaram algumas vezes. Eu não cheguei a experimentar. Mas os mais velhos jogam xadrez (sem bichos;) e talvez por isso não peguem muito nele. O R vai começar a aprender. Eu, como pouco mais sei que mexer as peças, talvez me devesse dedicar ao Hive para não ficar tão mal vista!...

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    2. Eu não tenho jeito nenhum para o planeamento, pelo que acabo sempre derrotada, mesmo quando a C passa o jogo a dizer, "mãe agora devias mexer esta peça" ou "agora eu punha esta aqui".... prefiro os jogos de cartas tipo o Gorilla ou o Rat-a-tat Cat, que dependem mais da sorte que de qualquer outra coisa. Para mim, xadrez nem pensar, mas a C já começou com as versões nos telemóveis do pai e do avô, aquelas em que se pode fazer batota porque sugerem as jogadas.

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