3.2.10

piano recortado

Aprendi a ler aos 5 anos, mais ou menos sem dar conta,

mas, ainda antes, aprendi a ler música.
A minha professora fazia desenhos que atribuía a cada nota:

gato=mi, sol=sol, faca=fá, sino=sino.
Passado pouco tempo, os rabiscos negros pendurados nas linhas da pauta

ganharam os seus nomes e deixei de precisar dos desenhos para os identificar.
Aprendi piano.
Não era um piano de cauda como este,

mas criava histórias de encantar difíceis, às vezes, mas riquíssimas e misteriosas, sempre.
Como este livro.

O texto é difícil, divertido e cheio de trocadilhos;

as ilustrações são uma espécie de contemporânea filigrana.

Faz todo o sentido que nos tenham dado o livro em Gondomar.

Mais ou menos pela altura em que comecei a aprender música, uma das minhas actividades favoritas com a minha mãe era a dos recortes. Agora a Avó recorta com os netos e eu volto a ser menina.
De certeza que o Gémeo Luís tem duas pessoas (além do resto dos mortais) que olham para o seu trabalho com prazer:

(brevemente em colagens, aqui, na prateleira)

e

(brevemente em noite de cinema, aqui, na prateleira).

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O piano de cauda
Edições Eterogémeas, 2004
texto Eugénio Roda, ilustrações Gémeo Luís
isbn 9789729924309
oferecido!

2 comentários :

  1. Um autor muito bom, dentro do género, é Rob Ryan www.rob-ryan.blogspot.com

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